Panfletagem Digital: Porque você está fazendo errado nas mídias sociais

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Antes de falarmos de panfletagem digital, vamos falar da boa (nem tanto) e velha panfletagem. Falo isso, pois imagino que você, assim como milhões de brasileiros, odeie receber panfletos na rua ou no semáforo.

Poucas pessoas são que nem eu: adoro receber panfletos. Meu carro vive cheio deles. Porém, tenho meus motivos e garanto que são nobres.

Trabalho com Marketing e Vendas há muitos anos e persuasão é um tema que me seduz. Naturalmente, fico analisando as propagandas, encartes, postagens, folders, panfletos e tudo mais de todas as marcas que você pode imaginar.

Motivo? Quero ver se as empresas:

  • Conhecem seu público
  • Conseguem atrair e engajar sua audiência
  • Fazem uma chamada para ação efetiva
  • Fala a língua do seu cliente
  • Faz com que pessoas que não tem interesse no seu produto e serviço passem a querer conhecê-lo

Antes que você pense qualquer coisa, vamos esclarecer o que é persuasão, pelo menos pra mim: é a arte de fazer com que as pessoas tomem ação de algo que elas desejam ou passam a desejar a partir daquele momento. Persuasão não é manipulação, tampouco hipnose daquelas de filme que te faz realizar coisas que você nem sonha.

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Bom, sem “viajar muito na maionese” e voltando ao título, vamos ao que interessa. Levando em consideração que a maioria das pessoas odeiam receber panfletos na rua, a pergunta que eu faço é a seguinte:

“Por que diabos você acha que as pessoas gostam de receber panfletos na internet?”

Via de regra, as pessoas adoram comprar, mas odeiam que vendam para elas. Se ela ver um material na internet e tiver a leve impressão de que você está tentando vender algo para ela ou levando ela em direção a alguma ação de compra, ela vai te ignorar (e muitas, te odiar para o resto da vida).

E se sua audiência te ignora, as redes sociais vão te odiar também. Sim, se você receber muito “dislike” no Facebook, você é bloqueado! E o mesmo acontece com o Google. Essas plataformas privilegiam a boa experiência de navegação do usuário.

Por esse motivo, é importante entender o papel de cada rede social dentro do comportamento humano:

  • Google: As pessoas utilizam esse buscador quando estão com alguma problema. Não é atípico você digitar no Google coisas do tipo “como fazer ABC…”
  • Facebook: As pessoas utilizam essa rede social geralmente em momentos de interação social e lazer e, em algumas exceções (digo, minoria), momentos de trabalho.
  • Instagram: As pessoas usam essa rede para interagir com os bastidores e dia-dia de grandes marcas e celebridades.
  • LinkedIn: As pessoas utilizam essa rede social para interagir com outros profissionais ou com empresas, com objetivo de: arrumar emprego, fazer networking, fazer negócios ou caçar profissionais.
  • Youtube: As pessoas utilizam essa rede para, principalmente, lazer. Algumas exceções utilizam essa rede para aprender algo (e mesmo assim, esse aprendizado deve ser preferencialmente divertido).
  • Gmail: As pessoas utilizam essa ferramenta para troca de emails.

Como você pode perceber, as pessoas não utilizam as redes sociais para comprar nada. E por esse motivo, a sua estratégia deve seguir na linha de cada uma dessas redes sociais e ganhar a confiança de quem está do outro lado.

Ao invés de fazer panfletagem digital, siga o exemplo abaixo

Por exemplo, se você quer chegar ao seu público através do Instagram, você deve atrair as pessoas que compartilham as hashtags que tem a ver com seu negócio. Sendo assim, se você possuir um café, interaja com as pessoas que utilizam a hashtag #ilovecoffee na sua cidade.

Mostre o dia-dia do seu café, crie um vídeo de você preparando um café com todo carinho, mostre as tortas, mostre seu café movimentado, faça vídeos da sua equipe e de clientes satisfeitos, enfim, mostre seu bastidor!

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Se você está interagindo via Facebook, lá é importante entender que é uma mídia social, ou seja, pessoas falando com pessoas. É muito melhor que você tenha um perfil com seu nome e ali você crie uma autoridade em cima de algum tema que seu negócio está envolvido.

Por exemplo, se você for dono de uma escola de inglês, crie um perfil com seu nome e, dentro do seu perfil, faça uma referência à sua escola. Dentro do seu perfil pessoal, dê dicas sobre sua metodologia de ensino, como utilizar o inglês no dia-dia, mostre a forma certa de falar as palavras, mostre os conceitos, e por fim, tire dúvidas das pessoas que interagirem.

Aos poucos você vai direcionando essas pessoas, que vão ter interesse em você, ao seu negócio e assim, conseguirá ter um relacionamento comercial com cada uma delas.

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As mídias sociais oferecem um mundo de opções para você fazer negócios por lá, só precisa saber qual é a estratégia certo. E definitivamente, a melhor estratégia não é geração de conteúdo aleatória. #ficaadica

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